melhor construir gestos que cultivar palavras vazias.
minha avó parava o vento com os quadris e fazia ele dar meia-volta. e eu pensava que era só o balanço da rede e cantiga de ninar. deixa que não, era sabedoria.
quando o vento voltava, geralmente trazia recado do jasmineiro do vizinho: anunciando o cair da tarde, a despedida dos passarinhos e a madorna do córrego que, ao meio-dia, tinha mania de fotografar as nuvens e de exibi-las no chão do leito. e eu pensava que era só luz. deixa que não, era magia.
todas essas coisas só porque hoje eu vi um beija-flor beijando uma plantinha lilás, trepadeira e bailarina, tendo como palco um muro todo despedaçado no meio da rua, ali perto da Junta Comercial. e eu pensando que o dia seria de comezinho a chato. deixa que não, o dia me presenteou com um passarinho beijando a flor que eu ganhei da rua.
minha avó parava o vento com os quadris e fazia ele dar meia-volta. e eu pensava que era só o balanço da rede e cantiga de ninar. deixa que não, era sabedoria.
quando o vento voltava, geralmente trazia recado do jasmineiro do vizinho: anunciando o cair da tarde, a despedida dos passarinhos e a madorna do córrego que, ao meio-dia, tinha mania de fotografar as nuvens e de exibi-las no chão do leito. e eu pensava que era só luz. deixa que não, era magia.
todas essas coisas só porque hoje eu vi um beija-flor beijando uma plantinha lilás, trepadeira e bailarina, tendo como palco um muro todo despedaçado no meio da rua, ali perto da Junta Comercial. e eu pensando que o dia seria de comezinho a chato. deixa que não, o dia me presenteou com um passarinho beijando a flor que eu ganhei da rua.
