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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Julie London- Perfidia



(...)

JULIE LONDON - CRY ME A RIVER



Diana Krall que me perdoe mas, Cry Me a River é da Julie!
Eita coisa boa!

Blue Moon.Billie Holiday



Silêncio... Falar para quê? Vamos ouvir e viver!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Leitura do poema "No meio do caminho"



A Elis Galvão me mandou por e-mail esse vídeo. Achei tão lindo e tão universal que quero compartilhar aqui na minha esquisitice que anda silenciosa e serena.

Feliz Natal a todas as pessoas.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sedução em pequenos gestos


Subitamente ele se agachou e refez o nó e o laço do tênis dela, afrouxado pela longa caminhada daquela tarde. Não fora um gesto servil como o dos vendedores de sapato. Era mais um carinho, um cuidado com a moça que ele ainda sequer tivera coragem de tocar-lhe a mão. Embora a procura de seus olhos por alguma correspondência fosse solar de tão evidente.

Se tinha algum propósito de preencher a lacuna das dúvidas sobre o que ela sentia por ele naquele momento, seu intento foi certeiro. A sedução do pequeno gesto tornara-se o lume do pavio. Prendeu a respiração, abraçou-se forte aos cadernos que carregava junto às curvas simétricas dos seios e deixou-se ser tocada tão sutilmente pelo rapaz alto e magro, de sorriso limpo, olhos meio mortos e dedos longos de jogador de basquete. Ele não foi mais além de simplesmente pegar os lados do cadarço, cambalhotea-los por entre os dedos e aperta-los num laço simétrico e firme. Nada mais que isso e a moça imaginou-se nua, fragmentada em sensações de desejos, fomes, sedes, tremores, suores, beijos.

Conheciam-se desde a época em que o mais provável era meninos e meninas não se reconhecerem como seres afins. Agora, mais crescidos, a fase primaveril da idade abrira seus botões, deixando as rosas exalarem o perfume do desejo. O primeiro beijo não foi naquele dia. Mas ela já estava invadida por uma urgência de que cedo ou tarde seria inevitável que eles se beijassem. Dias depois aconteceu.

Desde então, aquela moça prefere as seduções esculpidas na sutileza. Quanto mais surpreendente, inevidente ou despreocupado melhor. Antes a promessa de mil luas que a promessa de muitos anos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O comentário que virou post



ode ao bigode que se desantena
imaginário de um armário que se encanta
música de caixa pequena

texto de asas que me espanta

com tantas fendas não finda
de pingos que tem fome

na luz que desvenda o ainda

do jeito que vem some.



PS.: quando a poesia (do Carito) invade esse lugar, ela entra pela porta da frente.
Carito, essa rosa é para você! obrigada por existir aqui e acolá.
obrigada pelo poema que paira suas asas sobre mim.