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terça-feira, 29 de março de 2011

Thiago Pethit - Nightwalker

Esse vídeoclipe foi lançado o hoje à noite em São Paulo. Coloco já a ficha técnica. Não vou escrever muito porque não importa. Mas é lindo porque é simples. Ela (Alice Braga) é linda, o plano sequência faz bem para o olhar, e é uma amostra de que algo muito muito bacana transcende os riquififis, alta tecnologia e excesso de sofisticação. Vida longa às boas ideias, originais e, sobretudo, simples! (adoro o detalhe dos pés descalços)... Cantor: Thiago Pethit Videoclipe: Nightwalker (álbum de estreia Berlim, Texas, março de 2010) Ruas de Higienópolis Direção: Vera Egito

quinta-feira, 24 de março de 2011

my heart belongs to daddy -Maria Eugenia



Tem muito mais aqui ó: Caderno de Desenhos

Um tiquinho só para atiçar





"[Mergulhar nas Águas de Ada Lima é sem dúvida uma experiência poética. Um convite para os deslimites da palavra e o que ela pode nos trazer de misterioso e belo: "Agora / que tudo é silêncio / adormeço / ouvindo / o barulho das ondas / o mar é / dentro de mim". Imagino a poeta e seu silêncio, recluso e necessário, se jogando nas pedras do pensamento, provocando ondulações que escorrem para a ponta dos dedos e, sem qualquer outra alternativa possível deságuam no papel. "Tenho sede / de coisas inexistentes / que vivem nas pontas dos meus dedos / palpitantes / e suados / como alguém em derradeira agonia".]"


Um parágrafo do prefácio "Mergulho em palavras sem margens", que eu escrevi a convite da minha querida amiga Ada Lima, para seu mais recente livro, que está no prelo: Águas.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Duas folhas da roseira



Hoje deu vontade de desenhar o entardecer com um abraço.
Explico: Manoel de Barros já havia feito isso com a manhã. Fez dela a "Manhã de pernas abertas para o sol". Daí, se o mestre faz, abre-se uma linha imaginária nas tentativas dos aprendizes. E foi assim que, num entardecer que tinha quase nada para ser tão interessante quanto a lua cheia, surgiram cores que ao invés de bailar na paleta do criador, rodopiaram pelos meus (a)braços.

Eu aprendera em algum lugar que para colorir não era necessário giz de cera ou caneta hidrocor. Bastava o olhar. Mas fazia muito tempo. E o tempo às vezes tem apresentação acinzentada. Rouba a beleza do olhar da gente.

Mas hoje, perto das 16h34 da tarde, dava para avistar todas as cores perdidas nesse tempo que arrisca as virtudes da gente:

Desregular a matemática das horas;
Ouvir por trás das buzinas;
Acalentar o sonho da sinceridade;
Aprender palavras novas [lenitivo]
Catar pedacinhos de si mesmo e dar para os outros;
Ter mais paciência com as lesmas;
Se rir;
Não ter vergonha de si chorar;
Ser só alguém. Ou alguém só.

Hoje eu entardeci meus desenhos infinitos da memória com um abraço. E vi que amarelaram duas folhas na roseira. Para dar lugar a outra que vem nascendo.
* Dedico a P e a A.

sábado, 19 de março de 2011

Entrevista com Joca Reiners Terron*

Foto: Isabel Santana Terrón

O escritor, Joca Reinners Terrón, 43, vai lançar na próxima segunda-feira, 21, no Gringo´s Bar, em Ponta Negra, às 20h, seu mais recente romance: Do fundo do poço se vê a lua. Livro que ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, como melhor romance de 2010. Em sua estada por Natal (RN) - que só conhece de passagem e há muito alimentava a vontade de conhecer melhor – Terrón vai participar de duas conversas no período da tarde e início da noite, a convite do selo Jovens Escribas e em parceria com o projeto Cais da Leitura, do curso de Letras da UnP. A primeira vai ser com cem alunos da Escola Estadual Anísio Teixeira e depois, no auditório da UnP da Floriano Cavalcante, às 18h, o escritor fará uma palestra aberta ao público.


Fazendo parte da safra de autores brasileiros que começaram a conquistar leitores e aceitação da crítica a partir dos anos 1990, Terrón brinca que antes de receber o Prêmio Literário Machado de Assis era o “campeão das menções honrosas”. O reconhecimento da Biblioteca Nacional lhe veio uma hora boa: “Fiquei feliz eu estava duro (faturou algo em torno de R$ 12 mil) e fiquei bastante honrado, claro. Foi o primeiro prêmio de projeção e é uma espécie de aval e constatação do seu trabalho. Já que tem muita gente escrevendo e o Machado de Assis é um prêmio que qualifica mais entre os escritores”, avalia.


O autor de Do fundo do poço se vê a lua, editado pela Cia. das Letras, disse ao NOVO JORNAL, em entrevista por telefone, que desde pequeno escreve. A publicação de suas obras começou quando ele criou a editora independente “A ciência do acidente”, na qual tanto publicou livros próprios: Eletroencefalograma (poesia); Animal Anônimo (poesia) e Não há nada lá (romance), quanto de autores como o mineiro Sérgio Fantini e o poeta paulista Glauco Mattoso, só para citar dois. Sobre essa trajetória de lançar livros por uma editora independente criada por ele e tornar-se autor da Cia. das Letras, Terrón passa a impressão de que essa passagem ocorreu naturalmente e seguindo a própria maturação de trabalho e espaços que foi conquistando ao longo dos anos. “Eu gosto de pensar que eu surgi como editor, ilustrador, capista, autor. Comecei a escrever na infância, desenhava histórias em quadrinhos e o meu pai encadernava no banco onde trabalhava”, lembra. Logo, ele reflete que publicar o livro fazia parte da mesma tarefa do autor enquanto escritor. “Não é à toa que tenho formação em designer gráfico e quando surgiu a Ciência do Acidente eu trabalhava numa editora de livros didáticos. Criei a minha como uma reserva ecológica, onde pudesse trabalhar como quisesse. E foi uma diversão nesse sentido, porque lá pelos anos 1990 a coisa tava bem mais parada. O cenário era diferente de hoje. Existia um marasmo ainda dos anos 1980. Eu acho que a editora cumpriu um papel. Quando vi que só tinha a saída de ela se transformar numa editora tradicional – e eu não tinha grana para isso – então decidi mata-la”, fala sem nostalgia, mas admitindo que “continua agitando” nos projetos editoriais e “semana sim, semana não pensa em criar novas idéias”, inclusive não só pensa como também faz.


No momento está criando uma coleção para uma produtora em São Paulo, além de coordenar várias outras coisas no ramo da edição. Ele também está dedicando parte das suas noites para escrever sua primeira peça de teatro. A convite do grupo Teatro da Vertigem - que ganhou projeção nacional com a montagem O Livro de Jó, ambientado num hospital, característica essa peculiar ao grupo de teatro, de realizar suas montagens usando outros espaços que não o tradicional palco. Terrón foi convidado e está construindo o texto contando com a colaboração dos atores e direção tendo como pano de fundo o bairro do Bom Retiro em São Paulo.


Mas voltando aos livros, antes de Do fundo poço se vê a lua, há quem acredite que o romance Hotel Hell, escrito por ele, seria seu Best Seller e a repórter pergunta ao escritor se ele não fica preocupado com a expectativa do público, com relação ao próximo livro que ele está escrevendo. Ouvindo isso, Terrón discorda logo de cara porque Hotel Hell esgotou-se na primeira edição, mas não vendeu mais que duas mil cópias. “Não tenho nenhum best seller. Meus livros não têm vocação para isso, nem tenho pretensão de vender livros em demasia. Se isso acontecer um dia, algo de ruim vai ter acontecido com a minha literatura”, sentencia.


Sobre “sua” literatura Terrón concorda com muitos outros escritores quando dizem que “escrever é um ato solitário” e fala dos seus prazeres e angústias pessoais: “ O processo é todo cheio de incertezas. Você não sabe nada, não sabe a forma, o destino dos seus personagens e é justamente esse prazer. O escritor é um pouco masoquista, você precisa conviver com aquilo para coompreender aquilo. No caso do romance, Do fundo do poço se vê a lua, às vezes eu estava num jantar em família, mas estava em outro lugar. É prazeroso, mas é ambíguo, te divide, te afasta um pouco da convivência cotidiana. Traz alegria e tristeza”, diz ele, defendendo também que não há nada de glorioso ou distintivo nisso e que os prazeres e angústias fazem parte de qualquer profissão, com a diferença que na literatura, a argamassa que constrói são os sentimentos e observações do autor. “ E o legal é isso”.


Provocado se não havia no romance contemporâneo uma maior atenção – ou preocupação – com a forma do que propriamente com o conteúdo da história. E se como professado pelo escritor argentino Jorge Luis Borges, não havia uma certa “crise” do romance contemporâneo, o escritor natural de Cuibá (MT), radicado em São Paulo, concorda em parte. Para ele, há sim uma crise do romance, mas não distanciada das outras crises do universo. “É uma crise anterior ao romance. Tudo tá morrendo, renascendo. Não é uma coisa intrínseca ao romance. Porém, é certo que a criação literária já teve outro status assim como o livro, o trabalho de ficção, o poema, já mereceu mais atenção”. Sobre o binômio forma e conteúdo, Terrón disse que com ele funciona dentro da sua perspectiva de estar vivo, e em constante aprendizado. Cada um dos meus livros é muito distinto entre si. Se tiver um leitor que teve tempo de ler um ou dois dos meus livros, vai perceber essas mudanças. Esse último tem uma feitura clássica, tanto em linguagem quanto em construção mesmo. Fala-se que alguns romances estão perdendo a figura do personagem, eu acho uma crítica equivocada. Mas decidi escrever um livro de personagem. No qual o leitor se apaixone por um deles. Mas, acho que esse negócio que você observou, esse descaminho entre forma e conteúdo é uma coisa muito da literatura brasileira, quando dizem que uma obra literária tem de ser sempre inovadora. Ao contrário da literatura de língua inglesa, por exemplo, com uma tradição de grandes contadores de história. Por outro lado, vejo um grande interesse de publicar no Brasil e isso é bom”.


Sobre o mais recente livro


Do fundo do poço se vê a lua faz parte do projeto “Amores Expressos” que levou alguns escritores brasileiros a viagens, sob a condição de que a partir dessa viagem eles fizessem um livro. Terrón escolheu a cidade do Cairo (Egito) para ambientar a história dos gêmeos Wilson e William, nascidos em São Paulo nos anos finais da ditadura. Sem mãe, criados só pelo pai, os órfãos são treinados para atuarem juntos, mas já nas brincadeiras da infância, percebe-se que as semelhanças entre os dois são só físicas. De acordo com o escritor, William é violento, taciturno e masculino, enquanto Wilson é feminino e dono de inteligência tão sagaz quanto compulsiva. Segundo divulgação, a espinha dorsal do romance é a batalha de Wilson para livrar-se da imagem espelhada do irmão e se transformar numa figura feminina inspirada pelo objeto de sua obsessão, a rainha egípcia Cleópatra, sobretudo como encarnada no cinema por Elizabeth Taylor. Após uma tragédia que separa os gêmeos, uma trama surpreendente envolvendo trocas de sexo, assassinatos e perda de memória conduzirá a história até a enigmática cidade do Cairo. Cidade que o escritor classifica como caótica e que São Paulo, frente à sua realidade, é um verdadeiro paraíso.



Do fundo do poço se vê lua – lançamento


Dia: Segunda-feira, 21 de março


18h – conversa com o escritor


Local: Auditório da UnP da Floriano Cavalcante


20h – lançamento do livroLocal: Gringo’s Bar, av. Praia da Ponta Negra, 9012 – Ponta Negra



* Texto originalmente publicado no Novo Jornal, 20/03/2011



PS.: Li o livro. Acabei de lê-lo no último dia de abril de 2011. É um livro interessante. Tem uma história contada praticamente só por homens e suas visões, nem sempre claras, sobre as mulheres. Das mais de 200 páginas, diria que em metade delas, vale à pena a leitura. Nas outras, é um amontoado de parágrafos com ares de bem escrito, que não falam sobre coisa alguma.

sábado, 12 de março de 2011

Para o dia da poesia



Fiz uma pequena seleção de pétalas e estrelas que povoam o jardim do céu dos meus encantamentos pela vida e pelos versos. Já é dia da poesia para mim. Feliz dia(s) da(s) poesia(s).


Raízes

E me perguntam onde estou
E me perguntam onde moro
Tornaram-se enfim questões delicadas
Estou morando nas minhas palavras
Às vezes sede, às vezes navalha
Às vezes também girassois e asas

Iracema Macedo (Poemas Inéditos e outros escolhidos)


Para pescar enguia elétrica

Para pescar enguia elétrica:
Faísca de peixe!

(Carito - http://www.carito.art.br)


A velhice

um pé
vacila no passeio
irregular

outro pé
tropeça nas peças
da memória

Theo G. Alves (pequeno manual prático de coisas inúteis)




Interlúdio
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente - claro muro
sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales.
Não me expliques o presente,
pois tudo é demasiado.

Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.

Fico ao teu lado.

Cecília Meireles (Antologia Poética)



quero fazer um verso
com todos os elementos
meus encantos
meus lamentos
que atravesse
ares e mares
e te alcance
e te arranque
de todos os pensamentos


Alice Ruiz S - (dois em um)


tudo é vago e muito vário
meu destino não tem siso,
o que eu quero não tem preço,
ter um preço é necessário
e nada disso é preciso

Paulo Leminski (la vie en close...)


Tudo

Verdade é
uma mentira
sem imaginação,
disse o anão
do alto dos seus
cem metros.

Fausto Wolff (Cem poemas de amor)



a N.V.N

Dentro de cada ser há um segredo
a quem nem a paixão consegue acesso,
inda que os lábios fundam-se num beijo
e o coração de amor se despedace.

Os anos de amizade incapazes
são de obter a ventura calcinante,
quando a alma liberta é estrangeira
à lenta lassidão voluptuosa.

Os que a procuram já são quase loucos.
Os que a alcançam, mata-os a tristeza...
Agora tu entenderás por que
meu coração não pulsa em tuas mãos.

Anna Akhmátova (Poesia 1912-1964)


DO ECLESIASTES

Há um tempo para
desarmar os presságios

há um tempo para
desarmar os frutos

há um tempo para
desviver
o tempo.

Orides Fontela (Poesia Reunida)



Um poema
é o coração
a pulsar fora do corpo

Ada Lima (Águas - livro inédito)



AUTOBIOGRAFIA SUMÁRIA DE ADÍLIA LOPES

Os meus gatos
gostam de brincar
com as minhas baratas

Adília Lopes (Antologia)



Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.
Se dilacerar-lhes a ponta
ou simplesmente não tocá-las.
Se estão perto cegam meus olhos.
Se estão longe as desejo.

Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão

Hilda Hilst (Baladas)



A TARTARUGA

Desde a tartaruga nada não era veloz.
Depois é que veio o forde 22.
E o asa-dura (máquina avoadora que imita os
pássaros, e tem por alcunha avião).
Não atinei até agora por que é preciso andar tão
depressa.
Até há quem tenha cisma com a lesma porque ela
anda muito depressa.
Eu tenho.
A gente só chega ao fim quando o fim chega!
Então pra que atropelar?

(Manoel de Barros - Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo)



Meu segredo

Silêncio: ouço chegar o fogo.
Ofereço-lhe a minha casa e o meu zelo.

Lá fora o mundo chora
- essa dor é o meu segredo.

Namoro a flor que tocou o pássaro que tocou a noite que tocou o amor.


Marize Castro (Esperado Ouro)


MARIA DE MAGDALA

lambeu o sal
das minhas feridas
lavou os meus pés
me deu humanidade

eu queria amor

(Adriano de Sousa)

terça-feira, 8 de março de 2011

Vagamundo


Para experimentar o alívio da dor lancinante na fronte e por trás da nuca são necessários a aspirina e o descanso. Assim como entender que para que os acordes despertam os mais doces sentimentos ouvidos adentro, seria necessário antes o exercício da corda parada, o piano fechado, os olhos miúdos pela paz do silêncio. Por isso, até hoje, silencio quando um bem-te-vi gorjeia pedindo passagem para um bom dia de verão.

Mesmo que esse dia seja mais um entre tantos outros nessa travessia pelo deserto.

(E os teus olhos que me falam de paraíso apenas incidem o inferno dos meus, deitados à espera do pesadelo. Esse emblema da garganta seca e da pele murcha pelo cansaço da chuva que nunca chega, e que nunca mancha essa terra de índios dizimados)

Para que a curiosidade se descortine em descoberta, a dúvida chegou primeiro. Antes das nuvens desenharem respostas no céu, o vasto e ininterrupto azul se recusa a dar explicações. A ciência não salva o homem da imagem no espelho.

Só o sol redime a cantoria amiúde do galo. E ele sabe quando é hora de ciscar. Nada mais que isso poderá salva-lo.

(A imensidão traz coragem de seguir adiante ou revela o abandono) Só é um lugar dentro da alma.

Moram nestes versos decaídos certas estrofes que me pertencem e que jamais me libertarão dessa coisa que alguns dão nomes:

(Angústia. Solidão. Desânimo. Melancolia. Cansaço. Pedaços. Sede. Abismo)

Sou a ausência de nomes. Me valho da leitura dessa terra seca para redescobrir o pesadelo dos índios. Durmo o sono despedaçado dos abismos da noite. Tenho curiosidade pelo que já passou. Sou artífice de uma ciência que não tem espelho. (Só dúvidas). Não sou eu mesma nem os olhos do outro.

Nômade na minha própria casa. Esse deserto que me atravessa.



PS.: peço desculpas pela repetição do texto. tenho pavor da repetição desmesurada. mas hoje ele tem uma cor diferente. e é só.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Dia de chuva



Chove no mar
Pela água que não move moinhos
Pelos rios que não se encantam
No ventre das pedras
Pelo filho que nasceu
Para dentro
Pela rua que não acolhe
E o sono que não obedece

Chove no mar
Pelos objetos devolvidos e não achados
Pelos sádicos que se alimentam da dor alheia
Pela mulher que passou pela vida e não aprendeu a amar
Pelos que ainda não compreenderam o ápice
Nem o prelúdio
Pelos que começam pelo fim

Chove no mar
Pelos cheios de savoir-faire
e débitos no cartão de crédito
Pelos pseudo-intelectuais que cospem enquanto falam
Pelos mentirosos que convencem a si mesmos
Pela última gota d'água
Que pingou nesta linha
Que não é do horizonte,
Nem nunca teve norte