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terça-feira, 3 de maio de 2011

Ditirambo faz temporada na Casa da Ribeira

Divulgação/Ditirambo


Geralmente o espectador sai de casa num sábado à noite para assistir a uma peça teatral na qual personagens contam uma história. E quando essa história é a do próprio Teatro? Essa é uma das intenções do texto de Debacoabete, que foi sucesso de público nos anos 1990, e volta a ser montada pelo Grupo de Teatro Ditirambo, que comemora 10 anos de formação e faz temporada na Casa da Ribeira, durante os finais de semana de maio. Os ingressos podem ser comprados na bilheteria da Casa ou reserva pelo número 3211 7710.




Com assinatura do ator e diretor, César Amorim, Debacoabete é uma comédia que faz uma espécie de “metateatro”, já que dentro da história da personagem Bete, os cinco atores – que se revezam entre 30 personagens – vão contando a história do teatro, desde o coro, as tragédias gregas como Medeia e Jazão, Ulysses, Penélope, Cassandra, assim como também referências da Comédia Dellarte, Pantomima até chegar nos dias atuais. Mas não foi fácil convencer Amorim a liberar o texto. Segundo o diretor da remontagem e ator desde a formação do Ditirambo, Marcelo Chaves, ele não gostava muito da finalização original e foram precisas várias viagens ao Rio de Janeiro, onde César Amorim mora atualmente, trabalhando com teatro e televisão. “Conversamos muito, eu também ligava para ele quando estava aqui e conseguimos chegar a um final satisfatório”, sem revelar mais nada, claro, sobre quais foram as soluções que encontraram. Com um trabalho de direção cênico, Chaves explica que a concepção dos personagens por parte dos atores acaba sendo bastante democrática e num “processo coletivo de criação”. Eles também contaram com uma força, e experiência, do ator e diretor Henrique Fontes, que participou da primeira montagem.




São cerca de 30 personagens, divididos em cinco atores em cena: André Barreto, Adriana Borba, Márcia Lohss, Paulo Assunção e Ramona Lina. Além de contar com o trabalho de bastidores de: Débora Medeiros (iluminação); Johann Jean (sonoplastia); Ricardo Sanmartin8 e Fátima Rocha (figurinos) e Plínio Faro (adereços). Chaves também faz a produção e adereços do grupo. As três atrizes que compõem parte do elenco da peça são todas veteranas, com mais de 10 anos de palco. Já os atores, são praticamente estreantes e todos concordam que essa diversidade foi saudável no resultado final do trabalho que será mostrado para o público.




Ramona Lina, por exemplo, tem 11 anos de teatro. Ela faz seis personagens e, embora uns ou outros tenham mais texto, ela diz que não consegue ver nenhum como mais importante ou principal. “É uma peça com grande variação e personagens complexos entre eles. A esfinge, por exemplo, que eu faço, só mexe com o rosto e é difícil de trabalhar com tão poucos elementos”. Mas, pelo menos a julgar pelos ensaios, as dificuldades naturais do trabalho do ator, são rapidamente dribladas pelas gargalhadas que os próprios atores e diretor dão na boca de cena. “A gente se diverte muito fazendo”, admite ela. Uma outra veterana nos palcos de Natal é a atriz, Adriana Borba, que faz entre outros personagens, a professora Carmosita, responsável por “amarrar” o texto atual com a história do teatro: “É como se fosse o power-point da professora Carmosita, é ela quem puxa cada cena que vai sendo representada pelos atores e vai contando a história, ou as inúmeras histórias do teatro. Esse espetáculo é muito bacana porque pode agradar a vários públicos. Quem não conhece o teatro a fundo, pode ter um panorama dessa trajetória. E quem já gosta e entende de teatro vai ter momentos de referências teatrais. Eu acredito que a peça é uma grande homenagem ao teatro”, resume.




Márcia Lohss falou do processo de criação e das diferenças de direção cênica de Chaves com relação à sua experiência anterior: “Esse processo de montagem foi muito curioso para mim, porque eu tinha um jeito de trabalhar diferente do jeito do Marcelo (Chaves) e a gente acabou encontrando um jeito novo de fazer a coisa. E foi muito boa a energia que rolou tanto de quem já está na área há mais tempo, quanto para quem sentia o frescor do novo chegando”, diz. E ela arrisca dizer que esse novo espetáculo Debacoabete não é uma remontagem e sim uma “releitura”, já que contou com conversas, discussões e muita abertura para todo mundo criar e construir seus personagens.




O diretor Marcelo Chaves explica porque que no cartaz de divulgação ele diz que a peça é a “Comédia do Ano”: “É porque em Natal não se faz comédias, se faz shows de humor. E comédia é uma das formas de se apresentar o teatro. A gente se enquadra no besteirol, no nonsense, no texto lúdico e, claro, faz sátiras sobre grandes clássicos do teatro mundial”, encerra. Debacoabete volta a partir do dia 7 de maio, para uma temporada na Casa da Ribeira, durante todo aquele mês.





Debacoabete – peça teatral
Dia: finais de semana de maio
Hora: 21h, sábado e 20h, domingo
Local: Casa da Ribeira
Ingressos: R$ 30 inteira e R$ 15 meia





* Esse texto é uma reprodução da matéria publicada no O Jornal de Hoje, p.19 - Edição 30 de abril e 01 de maio, na ocasião da estreia, que foi no sábado passado, no TAM. Quem quiser divulgar, ir (a peça é muito boa), fazer matéria, é só apitar. Estamos à disposição, sou assessora do Grupo.




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