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terça-feira, 24 de maio de 2011

Um momento de ternura






Poucas coisas são tão ternas quanto um gato dormindo. Eu que tenho a sorte de ter três na minha vida, não resisti a esse momento do Otto, meu mais velhinho. Mas o caçula de adoção. Depois de alguns anos de abandono, dor e fome - a vizinha suspeita que ele perambulasse pela vizinhança há uns seis anos e já chegou taludinho o destino dele - e o nosso - mudou completamente. Ele já está bem idoso. Dorme muito. É um animal cheio de dignidade, paciente, educado, tem um senso de gratidão enorme. Como recebe amor em vez de agressões e maustratos tem revertido todo o seu medo anterior de gente (e de vassouras) em muito carinho, aumento de peso, e uns cheirinhos de nariz molhado que é uma dádiva receber. E tem umas particularidades: Otto não mia, coacha; em dois minutos de sono já começa a roncar; não come ração seca, não tem mais dentes que prestem na boca; embora tenha o dobro do tamanho, deixa o "irmão" dar umas mordidas na orelha dele sem revidar, para não criar problemas familiares em casa; e embora tenha uns cinco a seis quilos, num corpanzil felino, é o mais mansinho na hora de tomar banho. Só não gosta muito de cortar as unhas e coacha para reclamar. E tem um amigo que o chama de "Galega do Tchan". Mas ele é a cara do Otto!








PS.: Recado especialmente para Marcelo: vou te mandar o depoimento o mais breve possível. Desculpe-me a demora. Parabéns pelo trabalho iluminado que você e Cris e os demais amigos e protetores desenvolvem no Bichinhos precisam de lar.






Um comentário:

carito disse...

acho esses seus posts sobre os seus gatos tão especiais, tão você... quando eu fou fazer um vídeo sobre você e sua prosa poética quero sua permissão para filmar esses momentos íntimos tão felinos, tão fellini... o meu eu fellini quer se encontrar com o seu eu felino... mais um belo post, como sempre! beijos, querida amiga. e mais saudades...