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terça-feira, 7 de junho de 2011

Leitura labial



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A fome me abraça quase terna
Ignora o divórcio de minhas mãos em sua cintura

Discreta, porém, resoluta
Oculto me mim mesma o barulho que irrompe
Da boca do estômago

Abro a carta sem pressa
E sinto o gosto do vento, vindo da janela
Falta pouco, falta bem pouco
Para que minha língua toque o doce do teu silêncio

3 comentários:

Carito disse...

Que lindo!!!

Mme. S. disse...

Pois é, amigo. Não chega nem aos pés do que você escreve lá no seu espaço. bjs, S.

cacau disse...

Lindoooo...Meu coração agradeçe!!!

bjosss ;-)