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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um convite


Não é que a gente precise controlar a primavera ou tampouco ter visões sobre o secreto futuro. Mas às vezes, moço, por distração, medo ou cansaço a gente corta o destino e desfaz possibilidades em pedaços tão pequenininhos que se perdem no pó dos nossos passos.


Um café às vezes é só um café, moço. Mas também pode ser o começo de uma boa conversa. E uma conversa pode ser o entrelaçamento de ideias e de descobertas. E, de repente o olho pode brilhar e algumas faíscas podem até chegar ao coração que, por sua vez, fica aquecido. E a gente, moço, pode até ficar assim, com cara de bobo. Mas com o coração aquecido.


Se você me perguntar exatamente quem eu sou e exatamente o que eu quero, moço, eu não terei tanta precisão. Não ofereço muitas garantias e já me disseram que tenho uma certa predisposição para errar nas contas matemáticas. E nem sei se minhas palavras um dia poderiam soar grandiosas.


A verdade é que eu prefiro escutar os passarinhos. E tenho por predileção o silêncio das rosas flertando com o azul das minhas ilusões. Mas isso é outra história. Que eu só conto quando bebo café.




4 comentários:

Anônimo disse...

moça, gosto do seu texto
de seu traço poético,
de sua forma de escrever.

luc. góisrizeda

Débora Oliveira disse...

O café às vezes inspira mais que qualquer outra bebida! ;)

Amei, como sempre!

:*

Manu Albquerque disse...

Lindo texto, sensível e delicado.

Sempre é difícil dizer o que quer -muitas vezes não sabemos - do que contar do que gostamos.

Leio sempre seus texto mas este, especificamente, me remeteu a uma história vivida. Até me fez sorrir.

carito disse...

essa moça, sempre aero-moça, no céu com os passarinhos!!!