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terça-feira, 13 de março de 2012

Fragmentos da natureza (humana?)



Ontem à noite apareceram duas tanajuras lá em casa. Uma alada, a outra tinha tirado férias das nuvens. Em ambas, a característica bundinha acentuada e uma profecia da minha mãe: "Tanajura? Três dias de sol ou três dias de chuva". Ou seja, mãe tem sempre que estar certa, em qualquer das alternativas.


Salvei uma lagartixa hoje pela manhã. Ela estava atravessada na boca do meu gato. Não sei o que o fez soltá-la, se meus protestos aclamados pelo direito à vida e à liberdade de todos os seres vivos ou o doce gosto da aurora. Momento em que ele é bastante bem-humorado. O fato é que seguimos viagem pelo pátio e ele só olhou para trás três vezes, o que é um recorde de desapego.


Sempre tive fascínio por farois, cheiro de chuva e arco-íris. Vi e senti dois desses elementos dia desses e, imediatamente, minha memória evocou o terceiro.


Um homem sem cor atravessa meus sonhos todas as noites. Decerto ele pensa que eu sou pintora.


Três passarinhos pousaram nos fios de alta-tensão para ouvir a sinfonia dos carros. Quando o semáforo abriu, eles permaneceram quietos e absortos. No fundo se riam do alçar voo tímido das fohas secas, como se elas fossem as asas do chão.

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