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segunda-feira, 29 de outubro de 2012




Enquanto os novaiorquinos esperam sandy chegar, sinto como se um furacão já tivesse passado por aqui. Como sempre, depois da tempestade, paira a calmaria lúgubre. Os escombros são internos. Às vezes as ideias revolvem os móveis e os sentimentos arrebentam as janelas. Um furacão chamado dúvida abraça todos os pilares que pareciam sustentar o teto das certezas. O dia tem tantas horas, mas às vezes o que importam são só aqueles segundos que precedem a chuva. O sono não chega carregado pelo descanso. O sono é mais uma luta travada entre o corpo e a mente, como se ambos não se entendessem. As pálpebras pesam, os olhos ardem, mas o coração permanece surdo aos apelos racionais da penumbra. 

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