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sábado, 10 de novembro de 2012

Contemplação




Escuto o tempo. E descubro que dentro do silêncio cabem coisas que não ocupam espaços:

a)      o abraço dos cílios na orla dos teus olhos;

b) que a pausa pode ser mais intensa que o aplauso;

c) que a beleza quase sempre pode ser fotografada pela memória. (Quando a beleza borra o papel, não foi digna dos instantes);

d) o meu um fica tão largado que, às vezes, me espalho em mil;

e) quando vejo o mar, seco as lágrimas e penduro a esperança na linha do horizonte.

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