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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Para não dizer que não falei de flores





Às vezes tenho uma vontade imensa de nada. Uma ausência que chega a assustar porque preenche todos os espaços. Somente o futuro se mantém incerto. Quiçá, eu deva agradecer por isso.

Voltei a cultivar flores. Já era tempo. Elas colorem o meu nada. Duas cossandras, uma begônia, um cravo, 11 horas, pimenta preta e uma outra que dá uma florzinha cor de lavanda e que eu esqueci o nome. Mudanças são sempre bem-vindas. Quando estou muito angustiada, vou lá e converso com elas. Seu silêncio traz umas certezas que às vezes eu esqueço de contabilizar nesse meu caleidoscópio de vento, sol, água, chão e sentimentos. Também há espaço para outras coisas, eu sei. Mas não quero. As ausências me bastam, que não tenho ocupação para mais nada. Tudo é passageiro e efêmero debaixo da terra.

Algumas têm de ser aguadas todos os dias. Outras, nem tanto. Deve ser assim com todo mundo. Há dias em que precisamos de muita água, luz e calor. Noutras, a solidão já é o suficiente. Respeito-as. Respeito-me.

Um comentário:

Cacau disse...

Só pra deixar bjos :)