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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Um amor que humaniza (artigo do Novo Jornal)




Já tinha ouvido falar do trabalho da artista plástica Hilana Ubarana, e dedicação em fazer a sua parte no que diz respeito ao resgate e proteção dos animais abandonados nas ruas. Mas, depois da entrevista na semana passada, na Coluna Cores & Nomes, da jornalista Margot Ferreira, a admiração e respeito por ela cresceram ainda mais, a ponto de retomar o tema nesta minha coluna. Faço parte desse time. Compartilho com meus leitores, que por ventura não tenham assistido à coluna, algumas “lições” realizadas por Hilana Ubarana que, além de já ter três cachorros e quatro gatos, todos com história de resgate e proteção, não se conteve, foi além, e resolveu ajudar ainda mais organizações e pessoas físicas que se compadecem com o abandono dos animais de rua. Artista plástica, ela faz telas, cuja renda é revertida para a causa. Com o dinheiro, outros protetores podem cuidar e alimentar os animais resgatados.

Conheço outras pessoas, assim como Hilana Ubarana, que também saíram da zona de conforto e voltaram o olhar para a problemática e, de alguma forma, fazem algo para mudar a situação. Os amigos Cristiane Galvão e Marcelo Morais, por exemplo, mantém o site Bichinhos Precisam de Lar, no qual trabalham a conscientização da importância de proteger, adotar e cuidar desses animais. Disponibilizam também informações sobre bichinhos que estão abandonados, doentes e precisam com urgência de lares provisórios, de cuidados e de lares permanentes. Portanto, para quem acha que não está preparado para cuidar de um animal de rua, a ajuda pode ser feita de outras maneiras.

Muito embora, acredito que o grande sonho dos protetores é que na mesma proporção em que se multiplicam animais abandonados, se multiplicassem também a consciência e a descoberta para muitos de que um animal que está passando fome, sede, frio e está suscetível às doenças, é potencialmente uma criatura que pode receber e dar amor. E para quem acredita que é mais importante se preocupar com a dor e o abandono de crianças e idosos, entre outras situações tristes e vergonhosas que comprometem a dignidade humana, gostaria de dizer que amar os animais não é um desperdício. Ter um animal em casa também é um exercício diário de amor e cuidado e isso nos humaniza e nos torna ainda mais sensíveis. Também não é um tipo de amor que substitui amor pelos pais, filhos e amigos. São coisas diferentes.

Portanto, faço um apelo: enquanto o Poder Público não faz a sua parte, acolhendo-os com responsabilidade, desenvolvendo campanhas de castração e de adoção, que se multiplique a consciência social de que adotar um animal de rua – seja gato ou cachorro – é um ato de amor que só acrescenta, não subtrai.


Esse aí na foto é o meu Oto. Ele fez parte do time de quatro patas aqui de casa até o dia 12 de dezembro de 2011, quando foi inevitável o fim, porque tinha câncer terminal. Ele conviveu conosco cerca de uns dois anos. Era uma das criaturinhas mais doces e dignas que eu tive em casa. Tirei-o da rua e, em troca, ele me deu muitas alegrias. Era meu "pintinho amarelinho". Saudades, sempre Oto.





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