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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dançar



Dançar em público, taí um negócio que eu faço, mas sempre me dá uma certa vergonha. Um pensamento assim de, "será que eu tô fazendo a coisa certa? Será que meus braços e pernas acompanham o ritmo da música? Aquela menina ao lado dança tão bem. E aquele rapaz, então? Nossa! Acho melhor eu balançar o corpo para lá e para cá, sem tirar os pés do chão. Assim, corro menos riscos de parecer ridícula". E assim vou levando meu corpo, entre movimentos e elucubrações bobas que se dissipam e reaparecem, enquanto não me entrego novamente à música.

Claro que, raros momentos, eu me solto por completo e balanço os braços, pernas, cabeça, cabelos, como se tivesse estreado e não nascido. E nessas horas dá uma alegria danada de sentir o corpo ocupando os espaços de maneira lúdica e livre. Sinto-me em conexão com a terra e me apercebo dessa confiança surda que temos pela a gravidade.

Mas dançar não se manifesta somente como um ritual individual. Dançar também pode ser uma brincadeira a dois, a três, uma multidão toda pode se transformar numa massa de gente feliz, se se põe a dançar. 

A dança  pode ser - e é  - o princípio, o meio e o ápice de um encontro amoroso. Não só nas cenas de filmes cai super bem a gente começar um beijo depois de alguns pequenos passos em direção ao outro, e de unir o corpo, a ponto de se conseguir, através da pele, ouvir as batidas do coração. O amor também é uma dança; que necessita de alguns passos iniciais; de uma certa sincronicidade e, sempre, de movimentos livres.

Um comentário:

abuelitapeligrosa.blogspot.com disse...

Exatamente! o amor necessita de movimentos livres.