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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lanternas

 

Eu quero os lençois do mar banhando meu corpo que tem sede e treme.
Eu quero a luz invadindo essa janela e lançando-se por sobre os objetos, com a mesma entrega com que me lanço, agora, a esse desconhecido tempo.
Eu quero uma dúzia de rosas despontando na roseira. Eu quero uma chuva fina para alegrar as franjas dos meus olhos.
Eu quero tua língua na minha boca, brincando com meus dentes, conversando com minha saliva, despejando teu calor molhado por entre meus desvãos.
Eu quero
E quero

Que você queira o meu desejo no seu.


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