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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Um quê que vem de dentro


Sinto saudades até do que não vivi. Mas não significa que o que vivi - e viva estou - não seja bom, certo ou suficiente. É que às vezes transbordo. E se falta chão ou abraço, transbordo para dentro. Não é uma questão de culpa ou de culpados. Minha sutileza é assim: lunar, úmida, intensa até no silêncio.

Tem vezes que não basta vento ou chuva: vem a tempestade. E não é uma questão somente de fluidez e águas que escorrem. Minha natureza é assim: carece de rios; de veios que jorram desejos.

Sinto perguntas que não têm respostas na fala e sim na pele. Sou generosa: empresto sorrisos, canções e alegorias até aos transeuntes. Pessoas que jamais verei novamente. Completos estranhos. Gente. Só peço uma coisa, que não me seja tirada a fome. E nem o desejo. E nem o amanhã.

2 comentários:

Lobo da Caatinga (Canis lupus caatinguensis ssp,) disse...

Luas em pele... Fome lunar, água sempre lunar, Lua Nova... Grande escrito!!!!!

Lobo da Caatinga (Canis lupus caatinguensis ssp,) disse...

Muy Buena Luna!!! Lua de pele, crescente, sensível... Parabéns!!!