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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

beijo


que a minha boca não se cale somente pelos teus beijos. que a minha boca esteja aberta e atenta para ouvir teus silêncios que me dizem tanto. que a minha boca seja a porta para receber as palavras que trarão, senão a verdade, ao menos a poesia. que a minha boca esteja ávida por receber tua saliva, teus fluidos e os sonhos contidos nele. que a minha boca seja a ponte para deixar que entre a noite e suas luas. que a minha boca faça uma prece para nunca se esquecer que não é só uma boca. que a minha boca guarde a paz para os dias em guerra. e que a minha boca seja arma para combater os covardes, os impuros de coração e a décima parte da hipocrisia. que a minha boca faça uma prece quando se instalar o desespero. que a minha boca sinta as paredes dos botecos da ribeira. e que, ao sentir os botecos, se entregue aos seus segredos e às suas verdades, como se fora uma boca que nunca, que antes, que depois e durante, seja somente uma boca aberta aos beijos. que a minha boca sinta teus beijos como se só neles se resumissem uma trepada. uma senhora trepada que se começa e se encerra no/com um beijo.

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