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sábado, 28 de dezembro de 2013

a vida muda a gente



será que quando a gente fica triste a gente presta mais atenção nas letras das canções? 

tenho acordado e dormido com o peso das coisas sobre as costas. e não estou falando dessa gente doida que passa pela vida da gente e faz questão de deixar marcas de desamor e de falta de educação.

falo de coisas mais profundas. da vida que a gente leva e do que a gente guarda da vida. tem dias que o vazio preenche as lembranças, as horas  e até mesmo um prato de comida.

e eu que sempre acho que felicidade é um negócio que inventaram para a gente sempre querer mais, de repente, senti falta do meu próprio jeito de gostar gostando, de amar amando, de não desejar o que nunca de fato tive e de olhar pra dentro com gratidão. eu estava assim, meio perdida, meio sangrando, olhando pro nada e querendo escrever uma canção triste, como se tivesse encontrado uma solução.

e, no meio dessa confusão, eu fui percebendo que para trás e pra a frente, as coisas sempre se ajeitam. tem horas que a gente ri, tem horas que a gente chora. e isso é o que a vida tem de mais bonito: ela muda a gente para a gente ver que continua o mesmo, sendo outro. porque a gente se reinventa quando aproveita o fio da meada, os passos no meio fio, a vida por um fio. esse grande novelo que não nos deixa parar de tecer os dias e seus sóis. seus dias com as noites dentro. as noites e as estrelas lá no céu, nos espiando como se fossem os olhos de um deus, misericordioso e paciente com nossas vidas.

se eu pudesse eu faria uma canção. como eu não posso, sigo cantando a canção.

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