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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Navarro: Um anjo feito sereno - lançamento


Impossível falar de Newton Navarro sem a presença de inúmeros adjetivos nos depoimentos dos que o conheceram. Adjetivos sempre acompanhados de muitas histórias. Algumas engraçadas, outras com uma atmosfera trágica, sofrida, controversa, como devem ser as histórias que tratam de uma pessoa incomum, de um artista irrequieto e com mananciais de ideias brotando em cada gesto.


Considerado por muitos um “gênio” e, com o perdão do trocadilho filmesco, também um “indomável”, Newton Navarro não passava despercebido. A menos que quisesse. Embora a circunspeção e o comedimento fizessem parte de seu comportamento enquanto sóbrio, por outro lado, quando acompanhado do torpor das bebidas quentes, ele era um furacão, que espalhava erudição, generosidade, conhecimento e, muitas vezes, outras impressões aos seus interlocutores como, surpresa, encantamentos e também mágoas, muito embora passageiras.

Essa é um pequeno trecho que inicia o terceiro capítulo do livro Navarro - Um anjo feito sereno, ensaio biográfico, que será lançado no próximo sábado, 14 de dezembro, em Nalva Melo Café Salão, às 19h, durante e Virada Cultural. 

Ufa! Até que enfim! Meda! São algumas interjeições internas que divido com meus poucos e queridos leitores desse blog tímido e intimista. Aquela música do Cidade Negra que diz "você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui", se encaixa perfeitamente na trajetória do trabalho de pesquisa e escrita, consumado depois de muita coleta de dados, entrevistas, viagens, leituras e releituras, buscas, sonhos, desejos, reflexões, desespero, choro e vela (risos). Não fosse o precioso apoio, idealização, paciência, edição, amizade, ouvido de aluguel do meu querido José, do estímulo dos meus parceiros de projeto, os jornalistas Alexis Peixoto, Luana Ferreira e Rafael Duarte - que também agora são biógrafos de outros grandes nomes da nossa história cultural, e de outros colabores como Kalline Sampaio e José Carlos, da sensibilidade dos conselheiros da Lei Djalma Maranhão que aprovaram o projeto em sua primeira edição, que contou com o patrocínio do Colégio CEI, cuja distribuição foi totalmente gratuita para as bibliotecas públicas e, agora, com a parceria com a Editora da UFRN, finalmente, euzinha ponho o "filho" na rua, em sua segunda edição. 

Digo sem pudores que essa não é uma obra definitiva sobre Navarro. Considero-a, como disse meu amigo Augusto Lula, uma "obra seminal". Quero dar um peteleco no juízo desse povo do RN, sobre a importância de mantermos viva a memória de Newton Navarro. Um homem que amou tanto Natal, que ultrapassou tantas vezes suas fronteiras físicas e intelectuais e, no entanto, sempre foi, como eu um eterno provinciano, uma pessoa que nunca deixou de se enternecer com o por do sol do Potengi, que tinha na cadela Aparecida uma musa e nos amigos, grandes admiradores.

 Digo, com muitos pudores, espero que gostem.


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