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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Amor guardado (ou um quase poema ridículo)



Guardo o meu amor, por hora, para não desperdiçá-lo em lágrimas, dissabores ou em vasos vazios. Guardo meu amor dentro do rio das memórias, para que elas não me permitam esquecer que nem tudo está perdido. Guardo o meu amor nos olhos de Antonia, no seu sorriso de três anos, que guarda a inocência da vida, essa matéria que nos leva a crer até mesmo em fada do dente. Eu guardo como quem vê, como quem ouve, chora, come e sonha e, mesmo assim nada entende. Fica esperando o tempo nublado jogar a torrente, que não vem. Guarda como quem está represado, tão repleto de amor que não busca, não procura e nem acha. Um amor que se basta. Um amor que só se sente.

Eu guardo meu amor cansada. Tem vezes que pesa, tem vezes que é quase nada. Guardo porque ele me pertence e sem ele eu seria uma coisa assim meio aguada e com rima forçada. Eu guardo porque embora haja gente por aí que acha que amor é "mi mi mi", eu acho que amor é um negócio de tanta amplitude que eu nem ouso nominar disso ou daquilo. Só me reservo ao direito de amar. Mesmo sendo de um jeito meio torto, daqueles que espera ligação no dia seguinte, meio que acha que amor não muda nada, mas faz a gente querer mudar, pra melhor e pra além de si, melhor do que já foi e do que ainda será. 

Mas amor serve mais se não for sozinho, então tem uma hora que a gente precisa encontrar um ponto de intersecção, para assentar as expectativas em alguma coisa que pode ter vários lados, como um polígono com muitos ângulos de visão. Uma mínima seta indicando um caminho. (Um perfume de rosas na escuridão da noite já prenuncia a existência da rosa, pois não?)

Pois sim, eu guardo o meu amor por hora. Guardo como quem ama o silêncio e o sonho. Guardo porque quando não há mais nada lá fora, cá dentro, eu sei que há amor, enfim.

Um comentário:

cacau disse...

Felizzz Novo Ano Sheee... Que belo amor pra nos inspirar no novo q chega a cada amanhecer. Bjssss, abraçosss ♡♥