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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sorte no amor



Eu quero a sorte de ver, todos os dias, as várias e possíveis formas de manifestação do amor. Tem gente que acha que mulher é "bicho complicado". Eu, que já me declaro um "bicho esquisito", arrisco um palpite que mulher gosta mesmo é de coisas simples. 

Dia desses minha amiga Terci deixou um recadinho numa rede social, dizendo que sentia saudades. Fazia uns meses que não nos víamos. Respondi imediatamente, dizendo que “sim, eu também" e em menos de quarenta minutos lá estávamos nós, nos abraçando, botando a conversa em dia e tomando uma cervejinha para refrescar, porque ninguém é de ferro. Simples assim. Daí, passava na enorme televisão tela plana do barzinho, um clipe “travado” de um cantor. A imagem trêmula e o som entrecortado dava nos nervos. A garçonete - por sinal muito simpática – ouviu nossa observação, a concordar com o incômodo, e em menos de 15 segundos a televisão já mostrava as cenas do capítulo da novela das nove. Tudo bem que não foi lá uma grande substituição mas, ao menos, serviu para que esquecêssemos completamente do que passava na TV. O entendimento foi rápido e a resolução simples, mas certeira. Depois dizem que mulheres não podem ser práticas. 

Terci sorri com os olhos. E chora quando a vida cansa nos ombros. Raras vezes eu vi - mas fiquei com vontade de chorar junto - porque ela chora um pouco para dentro. Abaixando os olhos como se estivesse com vergonha, enxugando rapidamente as lágrimas para que elas não disputem espaço com a vontade de seguir em frente. Terci é dessas mulheres que carregam a boniteza da vida sob os pulsos fortes, pero sem perder la ternura. Terci se reinventa e cresce no desenvolvimento dos filhos. Terci joga coisas para o alto e não tem medo de alçar voos no escuro. E ela às vezes se boicota, mas quem nunca? 

Ana é doce como doce de batata doce. Ana tem tanto amor dentro de si que às vezes ela não sabe onde botar, então esconde na timidez. Ela é o tipo de pessoa que consegue dar presente de roupa e não erra. A gente sempre gosta. Ana tem um olho que busca nos outros o que os outros têm de melhor. Às vezes até exagera, porque é como se ela não conseguisse ver que seus olhos são espelhos para nós. E ela gosta de fazer muitas perguntas, até dar uma dor. Uly também é perguntadeira. Ela é do tipo que não desiste nunca no quesito ligar até a gente atender. Já contabilizei oito chamadas não atendidas de uma única vez. É também a melhor consultora de moda que eu poderia pedir à Santa Coco Chanel. E é meio maluquinha porque tem um corpo lindo de viver, mas se acha gorda. Mas quem nunca? 

Eu tenho sorte de ter essas mulheres na minha vida. E muitas outras que não cabem todas num único espaço desse jornal, que me mostram com simplicidade como é possível amar no dia a dia. Elas me fazem crer que eu não estou sozinha e que ninguém precisa se sentir sem sorte no amor, quando tem amigas e parceiras na vida.


Um comentário:

Unknown disse...

Amiga, tbm tenho sorte por vc fazer parte da minha vida!