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segunda-feira, 7 de abril de 2014

como fazem os gatos


sete quilos e alguns gramas. poxa vida. muito peso. uma ida ao veterinário e um saldo de uma vacina, vermífugo, antibiótico. na verdade, ela está bem. nada grave. ela nem dá trabalho para tomar a antirrábica. ela dá trabalho mesmo para tomar o remédio em casa. cheia de personalidade. esbraveja. vira uma leoa. quase ruge. dá patada. faz ameaças. gosto dela do jeitinho que ela é. diferente dos outros, dóceis e obedientes. a seu modo é super carinhosa. as cabeçadas e mordidinhas que costuma dar, na verdade, são puro afeto. faz truques como nenhum outro. come pouco para tanto peso. não dá para explicar. as pessoas olham como se ela fosse uma galinha de granja e que vivesse o tempo inteiro comendo. sete quilos de muita personalidade. minha gorda. minha dolores. um verdadeiro presente e uma surpresa que a vida me reservou para amar. 


sei lá. hoje eu acordei sem vontades. aliás, com vontade de não ter vontades. limpar as gavetas mesmo. deixar tudo em branco. passar a régua em desejos tolos. não dar bola para necessidades que as pessoas criam e tornam suas vidas uma corrida contra o tempo, contra a natureza, uma vida sem poesia. eu sempre gostei muito mais dos que ardem. até mesmo na (des)vontade. mas hoje eu deixei as fervuras de lado. busquei o silêncio quase como uma prece. em alguns momentos ouvi música como quem queria falar com deus e daqui a pouco vou dormir uma noite sem sonhos. sem revolver lembranças e vontades (e desejos) que estão dentro e escondidos. acordar cedo e reverenciar o sol ou a chuva, acreditando na inocência das horas. como fazem os (meus) gatos.

Um comentário:

tete bezerra disse...

A minha, "Aninha,já vai fazer 12 anos.Ah,que felicidade.não tem preço quando chego em casa e me deparo com ela me esperando.Ah,querida,felizes somos nós,com nossos bichanos de estimação.Bjsssss