Google+ Followers

segunda-feira, 7 de julho de 2014

um poema antes da terça



o moço ferido afia as garras
morde com palavras
grunhe queixas

paraliso emudeço sigo

cato as pétalas no caminho
o fio da navalha corta menos
que o espinho alheio
e concluo:

essa dor
não é minha

Nenhum comentário: