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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Poema sob o sol




Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos - Manoel de Barros



Sentei sob o sol e senti sobre o que não sou
Essas coisas que orbitam acima de nossas cabeças:

Fazem arder por dentro a falta
Do que está dentro do oco da pele
Que fazem o caminho inverso
E devagar
Que recolhe as pedras, a poeira, o caminho
O que acontece antes das coisas acontecerem

O sol amarelou meu sentir
A grama sustentou minhas vestes,
Quase nuas de pele, de tanto que evaporei no verde de não saber
O caminho de volta




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