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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015



Tenho pensado na felicidade como um enorme bolo confeitado, desses que as pessoas adoram ver nas festas de aniversário, casamento, batizado. No entanto, sabendo da enorme quantidade de gorduras saturadas, olham para a guloseima como algo inviável. Aliás, um pedacinho de bolo até que não mata ninguém. Mas, o bolo inteiro é impossível. A felicidade é uma coisa que já nasce inventada (e saturada). Botaram na cabeça da gente que o caminho é "ser feliz", enquanto que o caminho é um emaranhado de eventos, aprendizados, lutas, desistências, fantasias, sonhos e desilusões tão mais ricos que a felicidade que chego a ter vontade de rir dessa ingenuidade patente ao ser humano. Minha gata Dollores aparenta uma felicidade extrema toda vez que faz coco no jardim. Ela cisca, corre em círculos, retesa o rabo, dilata as pupilas. E, cinco segundos depois, segue sua vida. Talvez seja isso. Feliz quem faz coco todos os dias. E, feliz aquele que, como Dollores, reconhece nisso o ponto culminante dessa necessidade criada, essencialmente, pelo consumo e os (des)limites do cartão de crédito.

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