Google+ Followers

segunda-feira, 2 de março de 2015

como um dia comum se transforma num dia lindo mesmo sem deixar de ser só um dia


Dia bom.
A noite chega amargando os olhos de sono. 
Os olhos deitam num cansaço sem ressentimentos porque o dia foi bom.
Cinco e 29 ele me desperta. Só consigo me desvencilhar do aconchego do meu colchão às cinco e quarenta e sete. Esqueço os minutos e vou passear com meus bichos amados. Eles gostam, eu também. Um café preto rápido com um pão branco com requeijão. Simples assim.

Então, tomo a decisão de tecer um fio de simplicidade para todo o resto do dia. Digo ao homenzinho da Besta, Seu Bira, "muito obrigada" várias vezes porque ele é uma pessoa muito gentil. E ele retruca: "se eu não gostar mais do que faço, eu vou fazer outra coisa". Então eu penso em mim mesma. Penso no quanto gosto do que faço, apesar de.

Gentileza gera uma brisa dentro da gente. E teve algumas horas que resolvi ligar o ventilador. Uma senhora passou, bem vestida, elegante mesmo e eu disse! Uma outra estava cheirosa e eu disse! A outra tinha os traços mais finos e harmoniosos que eu vi nos últimos tempos e eu disse! Todo mundo sorriu, e aquela chuvinha que deu de manhã regou meu coração de uma satisfação que só se explica quando você dá alguma coisa, sem necessidade de troco.

Gosto quando escancaro a janela da inibição e digo coisas que eu penso sobre os outros. Especialmente coisas que são boas, que ferem somente o comedimento que eu sinto que as pessoas têm de um modo geral para elogiar, aplaudir, reconhecer, admirar. As moças eram mesmo muito bonitas, precisavam saber disso.

O dia foi bom porque não teve nada de extraordinário. Nem alto nem baixo. Não teve tanto calor e não choveu para alagar as ruas.

Mas, se isso voltar a acontecer - e eu sei que vai - que o dia seja bom, como tiver de ser.

PS.: amanhã vai sair no Novo Jornal um texto um pouco triste sobre algo muito ruim que vivi semana passada. estou no processo de elaboração, tentando esquecer para não lembrar tanto. vai parecer discrepante, por isso a explicação. é que vivi e escrevi o outro texto, antes desse aqui.

Nenhum comentário: