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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Por trás do rosa, a cor mais dura


Não tenho  nada contra o movimento mundial Outubro Rosa. Chamar a atenção sobre uma causa tão séria e que ainda mata tanto as mulheres é mais que nobre. Mas confesso que acho se não de mau gosto, de uma tremenda hipocrisia, alguns órgãos "aderirem" à onda rosa somente em faixinhas e ícones na internet enquanto o que é primordial: o acesso democrático e igualitário ao exame não existe. Portanto, parte principal da campanha - que é chegar ao diagnóstico precoce, que por sua vez só se consegue com exames complexos - não passa de uma falácia. Essa dificuldade ao acesso acaba gerando ansiedade e frustração nas mulheres em idade de fazer o exame porque, simplesmente, não conseguem fazê-lo. De maneira que, eu espero mesmo (não encontrei dados que dessem suporte ao contrário nos sítios oficiais) que o mês ajude  no aumento de exames e na identificação de casos precoces de câncer de mama. Mas eu esperaria mais eficácia no aporte de recursos para a detecção do câncer, com equipamentos etc, do que cores vibrantes de um rosa que escomoteia a realidade dura das mulheres pobres do país.

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